segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu, menina, mulher...

Me interesso por pessoas mais jovens sempre. Não sei explicar o motivo. Já ouvi de alguns que é porque não quero parecer velha. Não acho que seja por aí. Primeiro: eu não pareço velha. Segundo: eu não sou velha. Tenho 34 anos, com muito orgulho e ainda acho que estou vivendo a melhor fase da vida até agora.

Não, não desdenho dos meus anos de menina, de adolescente e de nada (ou quase nada) posso reclamar de quando eu realmente aprendi a ser mulher. Eu cresci rápido, acho. E ao mesmo tempo, nunca deixei as meninices de lado e não pretendo largá-las nunca. Isso me faz jovial? Talvez? Minha pele boa (apesar da foliculite) me faz mais menina? A mania de rir de palavras me deixa criança?

Talvez nenhuma dessas seja a resposta correta. Talvez, até mesmo o fato de eu ficar com meninas mais novas não seja algo que justifique nada. Sei que me dá prazer e não é uma regra. Eu já tive prazer com as mais velhas. Gosto de cuidar dos outros o que bizarramente me faz cuidar mais de mim. É uma troca que faço comigo? Também não sei.

Esse post está mesmo sem propósito e acho que no fundo eu só queria declarar que sou muito feliz com as meninas mais novas, com as mais velhas, com as mulheres amigas, com as amantes e que não importa a idade que elas (ou que eu) tenham.

Importo-me com a vitalidade que eu tenho e com a intensidade dos fatos. Eu não tenho medo de me envolver, não tenho medo de amar, apesar de ter quebrado a cara e o coração por “n” vezes. E até tenho consciência de que não foram as últimas. Somos racionais, certo? E isso deve servir para matutarmos um tanto sobre o que podemos ou não complicar na vida risos...

Eu admiro as pessoas que convivem comigo e gosto da admiração que elas têm por mim. Gosto mesmo. No fundo, quero mais ser bem amada como sempre e deixar os fatores idade, peso, altura, condição financeira e tudo “o que realmente importa” pra um tanto de gente bem de lado.

Eu me importo em ser feliz e buscar essa felicidade a muitos preços. Sou vendida? Quem quiser que tire essa conclusão. Minha cabeça é bem aberta para ouvir isso. Mesmo porque, estou com a consciência bem tranquila para realmente me abalar com essa opinião.

Pode dizer por aí que sou uma pessoa insegura e por isso quero as mais novas e me apaixono tão facilmente. O fato é que me apaixono por pessoas que realmente acredito que possam me dar o retorno do amor e de um amor louco.

Não quero marasmo na minha vida e isso sim deve ser a resposta para toda essa jovialidade que sinto. E vou morrer, aos 90 e tantos (acho) me sentindo assim. Bem, pelo menos é o que eu quero.

E ser feliz sempre, claro (mesmo que seja por um tempo).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Estava demorando para que eu escrevesse sobre a nova fase da vida. Afinal, novas fases são recorrentes, não? Porque sempre mudo algo. Dizem que tem a ver com o meu signo. Não sei... Prefiro pensar que as coisas me emputecem ás vezes e eu, pessoa inerte, teimo em ficar aguardando o furacão.

Porque quando aparece é um furacão mesmo. Derruba tudo para que eu tenha que reconstruir. Meu bunker de uma forma ou de outra está sempre lá, como na música que eu tanto gosto que diz:

Who's in bunker, who's in bunker? Women and children first Women and children first... É que nesse caso sempre sou a mulher e a criança. Preciso de colo (que sempre tenho, não posso reclamar) e deixo minha fragilidade aparecer mais.

Não é só a questão de querer aparecer o tempo todo. Claro que eu quero que me notem. E notem bem, tenho dito. Mas é a questão da inércia que eu sinto que preciso mudar.

Estou feliz, estou bem. A depressão ainda ronda um pouquinho, principalmente na insegurança de achar que não vou conseguir fazer. Mas que porra é essa? Se eu SEI fazer, eu posso fazer. Se eu não sei, ainda posso APRENDER.

De onde vem esse medo? Eu acho que ele está escondido nas minhas cobranças e ao mesmo tempo na mania de deixar mais para a última hora. Mas não quero desanimar.
Estou bem, estou feliz e com perspectivas novas. Se elas serão frustradas? Who knows?

Eu não. Mas, mais uma vez, vou descobrir.

Amor

Recorrer a subterfúgios para se sentir amada não é realmente o meu forte. Eu gosto de ser amada de verdade. Quem não gosta? E assim me sinto por meus amigos, por minha família. Especialmente por minha irmã e pelo meu sobrinho que tem apenas três meses, mas demonstra por um sorriso lindo e por sons que ainda não distinguimos o carinho ao ouvir minha voz.

Essa constância de querer o amor por perto é comum para mim. E não quero novamente justificar que o seja para todos. Tem gente que diz viver bem sem o amor. Sem nenhum deles? Balela! Isso não existe e não tem como existir.

Alguém pode ser rude, ruim, malvado e ardiloso, mas até isso é feito para obter amor há gosto para tudo, não?). E um contato, uma ligação perdida despertam em mim a vontade de amar mais. Por mais que seja carinho, por mais que seja só carinho e amizade.

O amor tem várias formas e sentimentos diferentes. Amo pessoas demais e cada uma tem um toquezinho desse sentimento de um jeito diferente. Sou experiente nessa área de amar, por mais que já tenho sofrido, gritado, chorado e até algumas vezes simplesmente deixado pra lá.

Mas o que mais me irrita na vida é deixar o amor passar. Por isso, nunca vou abdicar desse sentimento, para nada, para ninguém. Até mesmo porque, às vezes preciso amar para saber que a pessoa a quem amamos nem merece esse amor. É duro, mas só descubro quando já é tarde: ele já está lá, me faz sorrir e ter vontade de viver um tantão a mais.

Que venha o amor e, como sempre, que venha puro!

domingo, 11 de julho de 2010

Vou ser canalha (or #NOT)

Chega de ser feita de idiota, de deixar as pessoas acharem que mandam em mim e que tem um poder que só eu posso ter. Chega de ser alimentada por falsas esperanças, falsas pessoas, falsas procuras e falsos sentimentos.

Vou me colocar à frente dos outros, não pensar no sentimento alheio e vou ser rude, quando tiver de ser rude. Estou cansada de enxergar coisas que não existem (sim, a culpa é minha e eu não me redimo dela) e de alimentar frustrações.

A partir de agora vou ser feliz. Cansei de buscar isso de diversas formas e cair numa fórmula frívola de chegar a lugar nenhum. O que me resta?
Eu vou ser canalha (#NOT)
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Não vou ser canalha. Sempre ajo com os outros a forma que quero que ajam comigo. Aprendi desde pequena e isso não vai mudar, agora, aos 34 anos. E quer saber? Não quero que isso mude. Eu não suportaria sacanear alguém. Não fiz isso nem com pessoas que mereceram.

Só quero achar um meio termo pra essa história toda.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mãe

Há exatamente dois anos, passava os últimos momentos com a minha mãe. Dona Marina era guerreira. Ficou viúva cedo, veio pra São Paulo com os três filhos pequenos. Viveu da ajuda dos meus tios que já estavam aqui e acordava às 4h da manhã, todo dia para deixar comida pronta pra eles, antes de sair pra costurar.

E como costurava essa moça. E era tão bonita... Nunca teve voz alta pra falar de ninguém. Vá lá que às vezes errava em algum comentário, até por ignorância. Gostava de todo mundo. E ai de quem ela não gostasse: podia confiar que a pessoa não prestava em algo.

Lembro tanto que, quando ela perdia o sono, ia pra cozinha fazer pão. Em casa, meus irmãos e eu, acordávamos com aquele cheiro delicioso. Lembro bem também do zelo que ela tinha com todos e com a pergunta constante de: "filha, você não vem pra casa?" quando eu já morava fora de lá há algum tempo.

E ela contava mil vezes as mesmas histórias de quando era criança lá em Malacacheta, nortão de Minas Gerais e brincava na rua, sem luz, no sereno "porque o sereno daquela época fazia bem".

Mas tanta bondade, tanto ressentimento e uma depressão que ela fingia não ter a fizeram doente. Era um problema grave no coração. E foram anos e anos de sofrimento. Ela agüentou um bom tempo a falta do meu irmão, que morrera em 1985. E eu, que tinha só dez anos à época, já tentava suprir essa carência de algum jeito.

Não dava, não é? Ela falava: “porque eu tinha que perder um filho? Os pais devem morrer antes”. E ela foi guerreira não só nesses momentos: aguentou também as ‘crapulanisses’ e cachorradas do meu pai (nunca teve sorte com os homens, visto que o primeiro marido deus deve ter levado logo pra dar sossego à vida dela).

E viveu. Fez de tudo para que vivêssemos felizes, mesmo quando estava triste. Tinha medo de deixar transparecer isso. Exceto quando fazia manha. Era manhosa demais. E turrona. Com jeitinho, fazia com que caíssemos em suas armadilhas de sedução de mãe.

E, como qualquer ser humano de bom coração, gostava demais de dar e receber carinho. Deixou saudade em um monte de gente.

Mas foi quando o coração já não aguentava mais, no dia 6 de julho de 2008, que ela parou de funcionar. Já não estava mais funcionando do jeito que ela gostava; do jeito que nós gostávamos. Sofria, chorava. E chorávamos juntos, toda vez. Seria possível alguém com tanta vitalidade e independência ter que ter alguém por perto pra fazer tudo por ela?

Não, não seria. Não seria justo com ela, principalmente. Porque ela tinha defeitos de monte (quem não tem? ) surtava com coisas à toa, mas queria o nosso bem. Assim como nós a queríamos bem.

Ela também fingira que não aceitava minha homossexualidade. Balela: tratava minhas namoradas como filhas.

Quero que você esteja bem, minha mãe. E pode deixar que vamos cuidar do Nicholas e de todo mundo por aqui. Sei que você nos vê e torce para que tudo dê certo sempre, como sempre torceu.

Um dia eu te encontro e vamos dar risadas gostosas de tudo isso. E pode saber (porque sei que você sabe) que quando eu crescer, quero ser igual a você.

Eu te amo e isso nunca vai mudar.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Paciência

Toda noite, antes de dormir, fumo o último cigarro aqui, sentada à mesa do computador. Aproveito para jogar um pouco de paciência. Sim, o velho jogo do Windows mesmo. Às vezes, o jogo está bem fácil, assim como minha paciência.

As cartas aparecem quase que seguidas e se encaixam. Às vezes, não consigo acertar nada. Aparece aquela bolinha verde de todas as cartas viradas, mas tem um montinho que ainda não foi aberto e que não há como. Em outras, eu paro, observo as jogadas e descubro uma forma até que rápida de ganhá-lo.

Parece uma falta extrema do que fazer, não é mesmo? E em partes, o é. Tem a ver com a minha paciência que some ao esperar alguém. Ando impaciente nesse âmbito. Continuo querendo café na cama e colo, ao invés do computador.

É porque, assim como o jogo, falta um montinho para ser aberto e as cartas que estão lá embaixo parecem que nunca vão se encaixar. Parece também que eu estou tentando colocar uma carta vermelha em cima de outra vermelha (ou preta, tanto faz). Não orna, não encaixa, não cojumina, não junta! Por que, como no jogo, as coisas não andam de vez em quando?

Mas eu espero. Uma hora ganho esse jogo real.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eu não admito

Eu ia dormir. Daí que uma tosse terrível não deixou de novo. E já é o segundo dia que isso acontece. Essa tosse também findou um encontro que está para acontecer e não desenrola de jeito nenhum. Parece mandinga, sabe? E das boas. Mas eu vou é fechar o corpo e esperar que a tosse vá embora.

Aliás, ir embora seria um grande passo. Tem vezes que eu quero ir embora de tudo. Bem, mentira. Amo meus amigos e, por mais que esteja um pouco mais longe do que gostaria, minha família também. E olha que gosto da minha profissão também. Claro, ir embora não seria a solução nunca! Afinal, problemas acompanham a vida da gente, e não adianta mudar o lugar: eles estarão lá!

Pra variar, minha vida é feita de amor. Baseada em amor mesmo e não consigo admitir nada muito além disso. Ah, ok... preciso de sexo e muito sexo. Não qualquer sexo, claro. Gosto das coisas com qualidade.

Admitir também é a deixa da vez. E eu não vou mais permitir que eu não admita o que eu quero. Eu quero encontrar a mocinha, por mais enrolado que isso tudo esteja? Sim! Eu quero tentar alcançar coisas que eu ainda não tenho? Eu quero testar seu sexo e ficar com seu gosto na alma? SIM! É um fato recorrente. E olha que eu posso até me apaixonar... ou odiar.

Sei que quero admitir, mas com o resultado real de tudo isso, mesmo que seja um parcial. Não dá mesmo pra saber o que vai acontecer, né?