segunda-feira, 11 de julho de 2016

Culpa

Eu poderia culpar vários momentos. E vou. Porque a culpa de não me conter nunca e deixar que eu me atropele e atropele tudo o que eu gosto é grande. Também é grande a culpa de me jogar em tudo, sem freios. Será que tenho culpa de ficar feliz com o pouco? Sim. A tenho. Bem aqui, pertinho. Bate dentro de mim, o tempo todo. Todo dia, toda hora, todo momento.

Minha cabeça dói. E essa dor não passa desapercebida. Não consigo lidar com ela de um jeito natural. Como resposta do meu corpo? Balela. É a resposta das minhas atitudes que contam. E quais são as atitudes? Todas aquelas que me levam a crer em tudo. A crer demais. Esse é mais um texto sobre acreditar. E eu continuo, sabe? Eu continuo a acreditar. 

Sem acreditar eu não vivo. Não ando. Não vou pra frente. Empaco feito um burro diante de uma armadilha. No entanto, isso não vale nada. Tenho que aprender a empacar. Tenho que aprender, mesmo aos 40 anos, que eu não posso, de novo, de forma alguma, de jeito nenhum, atropelar as coisas. 

Porque assim, está mais do que provado: eu as perco. Perco sempre nos melhores momentos, inclusive. Preciso desacelerar. Ter serenidade para enfrentar as coisas de frente. Dar um jeito na minha vida. Ir embora e abandonar tudo? Jamais! Mas tenho que me desapegar de sentimentos que eu, de novo, atropelo. Tenho que ser serena. 

Procuro paz. Encontro a ansiedade. Procuro amor. Encontro a incerteza. Procuro a dor e essa sim eu encontro rapidinho. Por quê? Porque essa se instala e não sai. Pareço louca? Sim. E talvez esteja. Talvez o seja. Eu já disse aqui mesmo neste espaço que eu odeio ter autopiedade. Mas hoje, meus caros, é exatamente isso que eu quero. Porque preciso. Porque mereço. Porque procuro. 

domingo, 10 de julho de 2016

Expectativa e acaso

Um dia a gente fica solteira. Chega em casa com aquele ar de "cadê todo mundo?!" e vai lavar a cara que está um pouco melhor. Afinal, os dias passam. Você se acostuma a este estado e agora o acha bom. Beeem bom. 

Procura leveza nas coisas, nas ações, nas atitudes. Entretanto, uma leve ansiedade bate. Bate e pega de jeito. Mas não tem a ver com o fato da solteirice em si. Tem a ver com uma expectativa boa, criada a partir de seu fantástico mundo. 

Dificilmente a gente cria expectativas ruins. Quando são ruins, não são expectativas. Até prefiro tratá-las como acaso. Ninguém quer o negativo, o triste, o medo, a dor. Ninguém. Pode até falar que é uma sofredora nata. Que passou por isso um milhão de vezes e até que sabe que passará mais dois milhões. 

Ninguém gosta. Eu também não gosto. Mas de nada adianta. O sofrer não pode ser simplesmente justificado e deixado pra lá. Tem que ser vivido. Não, não estou sofrendo. Já passou, ok? Mas quero expectativas na vida. Esperanças reconstruídas a partir de um pequeno sorriso ou de algo que o valha. Quero esperar pelo bem, pelo bom, pelo tudo. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Tratado, texto, cartilha

Queria ter um tratado. Um tratado, texto, cartilha. Algo que ensinasse bem formatado o modo simples de gostar de alguém. No entanto, relacionamentos são diferentes. As buscas são diferentes. A magia é diferente. 

E essa diferença carrega um peso. Carrega também um molde construído e enraizado fortemente, cheios de "e se"; "por quês"; "como"... A verdade é que o tal molde também tem de ser mudado. Atualizado, reciclado, novo. 

Porque o novo só acontece quando a argila está mole; maleável. Remoldá-lo não é das tarefas mais simplórias. Tem que cortar arestas. Tem que reformular e construí-lo, muitas vezes, do início. 

Como se fosse tudo novo de novo. Porque assim, o é. É preciso força. É preciso respeito, consenso, virtude. Estou aqui com o meu molde em reconstrução. Corto o que não serve. Exploro movimentos novos. 

E não há como deixar de fora o ingrediente principal: a atitude. A atitude de seguir sempre em frente. Com ou sem um norte estabelecido. Me jogo. Assim, para que serviria o tratado mesmo? 

A constatação aqui é que ele não existe. Ainda bem!  

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pra que vida se podemos ter dinheiro?

Passei por duas situações em que, diferentemente do ocorrido em Santa Maria, a sensatez falou mais alto: em dois lugares em São Paulo, há algum tempo, a luz acabou. A solução? Os seguranças reclamaram um pouco, mas abriram as portas antes de alguma confusão começasse. 

Não dá para brincar com vidas, né? Ganhar dinheiro? Todo mundo ganha de alguma forma. Como uma das organizadoras da festa QUENTINHA e Dj em alguma outras, sinto uma enorme tristeza e nada pode ser confortável neste momento.


Galera, por favor: antes de pensar em dinheiro, vamos pensar nos outros, correto? #ficaadica Esse sentimento deveria ser natural, uma vez que, ao fechar a porta de um lugar desses (fechado, abafado, abarrotado...), você que optou por essa brilhante ação, também poderia ter morrido. Mas na terra do cada um por si, parece que nada é mais importante, não é mesmo? Triste...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Em falta

Toda vez que eu lembro que o meu blog pessoal existe releio os textos e penso no porquê parei de escrever. Não é a falta de vontade, longe disso. A preguiça pode tomar conta, isso sim! A tal mania de postergação que já citei aqui algumas vezes ajuda a mandar um lindo: “depois eu escrevo” e esse depois nunca chega.

Não vou prometer para mim que vou escrever mais vezes. E acho que isso vai me fazer não ter obrigação de escrever (não que eu já tenha tido obrigação de escrever aqui), mas, talvez, me dê mais vontade e eu deixe a preguiça e o depois de lado.

Sei que isso me faz falta... E tanta coisa me faz falta e eu não posso ter que vou me apegar a isso pra não deixar mais de lado.

Simbora!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Trabalha, trabaha, nega... \o/

Gosto quando as notícias boas vão além de boas e que, o que estava mais cagado na vida toda, finalmente, começa a dar certo.

Não vou dizer muito ainda, mas adianto que estou MEGAFELIZ com todas as novidades.

Aguardem muahhhh E, às pessoas com olho gordo de plantão, um pequeno aviso: cuidem da própria vida que é mais batuta #ficaadica

Bjs,

Bobbie.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Noite e outros amores

Ter uma noite de insônia para pensar na vida não é mole. Pensar, pensar, pensar... não consigo desligar, nem tendo meu amor dormindo há algumas horas ao meu lado (e quero deixar claro que eu queria que ela dormisse todos os dias comigo).

São dívidas, planos interrompidos temporariamente, falta de emprego... falta de sono.

Ainda assim, com tudo isso na cabeça, tenho tempo para pensar também:

No meu amor;
Nos meus amigos queridos que eu não quero perder nunca;
Na minha família linda.

Volto a ficar preocupada. Mas, só com esses três itens, sei que posso continuar a viver feliz e sorridente, ao menos umas horas por dia, todos os dias.

Eu amo vocês!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quero o colo da dona Marina

Hoje é um dia daqueles meio tristes e que eu tenho a sensação de será igual em todos os anos, desde 2008. Hoje faz três anos que minha mãe nos deixou aqui. Isso vale?

Sim, ela estava sofrendo um tanto e não valia mais a pena ter de vê-la deste jeito. De qualquer forma, as imagens dos últimos momentos com ela, não saem da minha cabeça (e volto a repetir: acho que nunca sairão).

Para lembrar os momentos de alegria com ela (que também não vão embora, graças!), coloco abaixo um texto que fiz para uma campanha interna da Arisco. Era para ser uma história real de saudades. E tão real quanto essas saudades, tenho o amor que sinto pela minha mulher, pelos meus familiares e amigos/irmãos.

A foto que coloquei abaixo é do meu aniversário em 2007. Mãe: esse primeiro pedaço de bolo será sempre seu aí no plano espiritual, pode deixar!

As irmãs Luciana e Roberta Salles têm em comum o gosto por cozinhar. Esse gosto, não nasceu do nada. Fora aprendido com sua mãe, Marina Salles, que falecera em 2008.

Mineira, dona Marina sempre teve bom gosto pelos temperos, principalmente os caseiros. Assim, fazia questão de levantar mais cedo todos os dias para preparar a comida saborosa das meninas e dos outros irmãos.

Sempre cuidadosa, a mãezona não ensinara nada às meninas. Mas elas, por observação, aprenderam como ninguém a temperar qualquer tipo de comida. E foi a melhor escola. As duas filhas arriscam receitas sempre que podem e guardam, na cabeça, coisas que viam a mãe fazer todos os dias com o maior prazer.

Quando perdia o sono, lá estava dona Marina no fogão, para que todos acordassem com o cheiro delicioso de pão. O cheiro fazia inveja aos vizinhos, que ao comentarem com ela, sempre levavam um pouco para casa.

Também era de matar qualquer um de vontade os salgadinhos que ela fazia para festas, tanto da família, quanto os sob encomenda. E o molho especial de cebola? Nem Luciana, nem Roberta conseguem reproduzi-lo à altura. Tinha um sabor mais do que especial.

Com irmãos bem mais velhos, Luciana e Roberta cuidaram dela até o final. Pouco antes de falecer, ela já não conseguia mais cozinhar como gostava tanto. Além do aprendizado adquirido, as duas têm saudades de tudo que dona Marina deixou, pois, com ela, aprenderam mais do que a cozinhar bem: aprenderam a amar e respeitar aos outros sem que nada fosse dado em troca.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Do que eu mais gosto em você

Amo sentir a sua respiração junto a minha, quando estamos deitadas em nossa cama. Também adoro olhar bem de perto seu rosto e ver suas sardas lindas, bem como seus cílios longos.

Gosto do seu cheiro que invade os lençóis, que impregna o travesseiro e o meu corpo. Gosto de tirar a sua roupa e me enveredar pelo seu corpo.

Adoro pensar que um dia estaremos sob o mesmo teto, com nossos filhos (serão no mínimo dois, correto?) e com bicicletas, patins, roupas de natação, além de passagens e ingressos para a Disney e outros tantos lugares do mundo nas férias.

Nos vejo no supermercado para comprar suas frutas preferidas e, logo ao chegar, eu descascar e cortar todas para você. Gosto quando você pede desculpas por não conseguir responder aos meus e-mails e mesmo quando o faz simplesmente por não ter como colocar a acentuação correta.

Gosto da sua inteligência, do seu sorriso, do seu corpo, do seu beijo, abraço, carinho. Sua preocupação comigo e da sua recepção ao meu carinho, quando está frágil ou quando está forte, como eu sei que você o é.

Amo suas mãos frias e suaves no meu corpo quente. E o fato de você adorar as minhas bem quentes em você. Gosto das nossas bobeiras, de ficar “bouncing” e até mesmo de espernear.

Visualizo o caminho que percorreremos juntas. Fecho os olhos e vejo como serão os dias felizes, os dias de TPM, os dias de dores e de amores. Amo as imagens que se instalam na minha cabeça e confortam o meu coração.

Esse coração que fica pequeno quando chega o domingo à noite e você tem de ir embora. Fico aqui e relembro cada segundo que passamos juntas. Gosto do jeito que você ajuda a abaixar a minha ansiedade e do quanto tem a cabeça no lugar para tomar decisões e me auxiliar a tomar as minhas. Gosto quando você me pede opinião e a respeita, mesmo que não a siga.

Amo nossos quatro meses de namoro... os seis de primeiro beijo. Acho até que, pelo tanto que já nos conhecemos e nos amamos, eles parecem quatro anos.

E amo principalmente o fato de você me amar tanto e de poder falar e demonstrar de todas as formas o quanto eu te amo.

Case comigo logo?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Panic

Sabe quando a respiração parece que vai faltar? O ar vai embora e o corpo fica até meio em falso... Além disso, perco o rumo, perco a vontade, perco a sanidade. Assim é a crise de pânico. Por que ela aparece? São vários fatores insuportáveis. Às vezes, para do meu lado em um vagão de metrô lotado. Outras, em um ônibus cheio ou em um carro parado no trânsito.

O coração fica apertado. Dá vontade de correr pela rua. Fora isso tem ocasiões em que quero ficar deitada, quietinha, como se estivesse precisando de colo.

Mais do que baixar a guarda e a ansiedade – que parece que vai explodir minha cabeça pesada, o medo de ter a crise me leva à crise. Compreensível? Os médicos, os amigos que sofrem com isso dizem que sim.

É uma pressão, uma força com a qual não sei lidar sozinha. Tenho amigos “tarja-preta” que resolvem essa situação rapidamente. Bem, muitas vezes, graças, rapidamente. Nem sempre essa reação química é tão veloz quanto deveria.

Mais importante do que os comprimidos, são os amigos. Sempre tenho e quero ter todos (sim, os amigos, os comprimidos, meu amor...) por perto, ainda que eu desespere alguns deles. Não... isso não é legal. Não gosto de preocupar ninguém, mas aprendi a pedir ajuda, socorro e a enfrentar isso da melhor forma.

Fazia tempo que não escrevia no Bobbie Feelings. E não foi por falta de sentir, obviamente. Preguiça, postergação... e felicidade: o ingrediente mais importante dessa miscelânea toda.

Bjs,

Bobbie.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cheiro

Fui trocar a roupa de cama e fiquei uns 15 minutos abraçada ao lençol pra sentir de novo seu cheiro.

A roupa nova ainda está sem ele, mas quero resolver isso logo. Volta? Sim, você já falou que volta, já falou que deixa eu ter você na minha cama, na minha vida, na minha rotina (e isso me enche de felicidade e tesão, só de pensar...)

Quanto a falta de você, não tem jeito: mas guardo o resto do cheiro que ainda está no meu corpo e que não sai da minha cabeça...

domingo, 7 de novembro de 2010

Felicidade?

De repente fiquei meio sem vontade de escrever. Mas não, não foi por um motivo ruim. Ao contrário, foi por um motivo bom. E um bom motivo que tem me deixado feliz. Não sei se estou novamente apaixonada ou em processo de.

Sei que está muito gostoso tudo isso. E você se encaixa em tantas coisas, que claro, não vou detalhar. Intimidade demais, né?

Quero que não se preocupe e não fique assustada. Não sou um ser que prenda e/ou acorrente alguém e não quero assustá-la com a vontade de ficar com você. Mas gosto de suas atitudes e de quando você gosta das minhas.

Bem, aqui só escrevo o que eu mais sinto. E volto a dizer, neste mesmo humilde texto: estou feliz!

sábado, 23 de outubro de 2010

Vontade que não vai embora, ao contrário de você

Sei que você é tão confusa quanto eu. Mas sei também que sua ansiedade não é menor do que a minha. Somos muito parecidas, não? E, por isso mesmo, não acredito que ainda não tenha respondido nada.

Eu queria uma resposta, nem que fosse um fora bem dado ou cheio de desculpas ou realidades, sei lá...

Tento acreditar que você não tenha visto a mensagem. Vá saber... “Stalkeando” vi que você está longe. E isso não me agrada, porque sei que foi encontrar a moça por quem está encantada. Vi também que não acessa o facebook há alguns dias.

Claro! Se eu estivesse numa ótima companhia ou ao menos na companhia que eu quisesse também acessaria menos ao computador. Essa seria minha última preocupação.

O problema é que criei essa expectativa fudida sobre o nada. Não temos nada, não é? Só um carinho que eu platonicamente acredito ser real e que possa ser muito rentável e gracioso para nós duas.

É claro que eu não queria que fosse assim. Queria que você, além de responder rapidamente à minha mensagem, viesse para a minha casa ou ligasse para mim em seguida, como eu mesma faria se visse uma mensagem assim. Somos iguais, não é?

Mas tudo bem. A vida segue seu curso.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Coisas da vida (ou da morte, vá saber)

Olha que coisa incrível: Ontem nas primeiras horas do dia (mais ou menos 2h30), eu tive vontade de tomar mingau de aveia com chocolate. E quente, coisa que, dificilmente faço. Quem convive comigo sabe que gosto das coisas geladas e na maioria das vezes beeeeeeeem geladas.

Talvez, quem estiver lendo isso, não entenderá nada. Entretanto posso explicar. Ontem foi dia 6 de outubro de 2010, para mim, muito importante desde 1995, quando completara quase um ano que eu conhecia uma grande amiga/irmã e comemorava, pela primeira vez, junto com ela, seu aniversário.

No entanto, a partir deste ano, a data tornou-se mais especial. Todo dia 6 lembro que minha mãe faleceu, desde aquele 6 de julho de 2007. Foi o fim de um sofrimento de anos e anos e claro que eu não fiquei feliz com sua morte. Sou egoísta também, não? Mas sempre falo que senti um alívio por ter acabado seu sofrimento.

E ontem, ao querer tomar mingau de aveia com chocolate quente, lembrei que ela tinha sido a última pessoa a fazer isso para mim, lá em 2005 ou 2004..., como mimo e carinho que sempre me dava.

Fiquei feliz por sentir que ela estava bem e que ainda cuidava de mim.

P.S.: Dia 5 de outubro de 1985, meu irmão Fernando, se matou aos 27 anos. Desde então, todo ano, próximo a essa data, minha mãe ficava doente. Acho que era um chamado dele, que estava arrependido do que havia feito, de alguma forma. A sensação que tive ontem é que ela também está cuidando dele agora.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

De vez em quando...

O corpo fica mole. Não é uma moleza fácil de lidar, pois geralmente aparece com notícias ruins, choques, baques, seja lá o nome adequado a isso. A vontade de viver pode escapar por entre os dedos, machucar dentro, no fundo. O lance todo é ter a vida como ela é, bem além do que dizia Nelson Rodrigues.

Difícil? Sim, muito. Mas existe um treco, uma força de buscar o que pode segurar mais e mais. Cair é bem fácil, ficar de mal com o mundo, surtar, ter crises e tomar aquele porre ou remédios controlados, tanto faz... pode causar uma descida em ribanceira sem freio.

Entretanto, existem os pés e eles podem servir de freio. Mas o maior freio para tudo isso está entre o conjunto formado por coração e cérebro. Se houver um boicote dessa junção, use os pés e corra para bem longe.Só que tem gente que não consegue correr em outra direção, se não a do abismo.

Sei lá, fiquei com vontade de escrever essa coisa meio sem nada-a-ver depois de receber a noticia de morte trágica de um menino que peguei no colo, novinho e ia completar 18 anos. Mas estava novinho demais para suportar as mazelas as quais estava exposto.

O que aconteceu? Ninguém tem como descobrir, uma vez que ele foi certeiro com a corda.

Bem, como kardecista, só tenho a desejar que encontre seu caminho rapidamente.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu, menina, mulher...

Me interesso por pessoas mais jovens sempre. Não sei explicar o motivo. Já ouvi de alguns que é porque não quero parecer velha. Não acho que seja por aí. Primeiro: eu não pareço velha. Segundo: eu não sou velha. Tenho 34 anos, com muito orgulho e ainda acho que estou vivendo a melhor fase da vida até agora.

Não, não desdenho dos meus anos de menina, de adolescente e de nada (ou quase nada) posso reclamar de quando eu realmente aprendi a ser mulher. Eu cresci rápido, acho. E ao mesmo tempo, nunca deixei as meninices de lado e não pretendo largá-las nunca. Isso me faz jovial? Talvez? Minha pele boa (apesar da foliculite) me faz mais menina? A mania de rir de palavras me deixa criança?

Talvez nenhuma dessas seja a resposta correta. Talvez, até mesmo o fato de eu ficar com meninas mais novas não seja algo que justifique nada. Sei que me dá prazer e não é uma regra. Eu já tive prazer com as mais velhas. Gosto de cuidar dos outros o que bizarramente me faz cuidar mais de mim. É uma troca que faço comigo? Também não sei.

Esse post está mesmo sem propósito e acho que no fundo eu só queria declarar que sou muito feliz com as meninas mais novas, com as mais velhas, com as mulheres amigas, com as amantes e que não importa a idade que elas (ou que eu) tenham.

Importo-me com a vitalidade que eu tenho e com a intensidade dos fatos. Eu não tenho medo de me envolver, não tenho medo de amar, apesar de ter quebrado a cara e o coração por “n” vezes. E até tenho consciência de que não foram as últimas. Somos racionais, certo? E isso deve servir para matutarmos um tanto sobre o que podemos ou não complicar na vida risos...

Eu admiro as pessoas que convivem comigo e gosto da admiração que elas têm por mim. Gosto mesmo. No fundo, quero mais ser bem amada como sempre e deixar os fatores idade, peso, altura, condição financeira e tudo “o que realmente importa” pra um tanto de gente bem de lado.

Eu me importo em ser feliz e buscar essa felicidade a muitos preços. Sou vendida? Quem quiser que tire essa conclusão. Minha cabeça é bem aberta para ouvir isso. Mesmo porque, estou com a consciência bem tranquila para realmente me abalar com essa opinião.

Pode dizer por aí que sou uma pessoa insegura e por isso quero as mais novas e me apaixono tão facilmente. O fato é que me apaixono por pessoas que realmente acredito que possam me dar o retorno do amor e de um amor louco.

Não quero marasmo na minha vida e isso sim deve ser a resposta para toda essa jovialidade que sinto. E vou morrer, aos 90 e tantos (acho) me sentindo assim. Bem, pelo menos é o que eu quero.

E ser feliz sempre, claro (mesmo que seja por um tempo).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Estava demorando para que eu escrevesse sobre a nova fase da vida. Afinal, novas fases são recorrentes, não? Porque sempre mudo algo. Dizem que tem a ver com o meu signo. Não sei... Prefiro pensar que as coisas me emputecem ás vezes e eu, pessoa inerte, teimo em ficar aguardando o furacão.

Porque quando aparece é um furacão mesmo. Derruba tudo para que eu tenha que reconstruir. Meu bunker de uma forma ou de outra está sempre lá, como na música que eu tanto gosto que diz:

Who's in bunker, who's in bunker? Women and children first Women and children first... É que nesse caso sempre sou a mulher e a criança. Preciso de colo (que sempre tenho, não posso reclamar) e deixo minha fragilidade aparecer mais.

Não é só a questão de querer aparecer o tempo todo. Claro que eu quero que me notem. E notem bem, tenho dito. Mas é a questão da inércia que eu sinto que preciso mudar.

Estou feliz, estou bem. A depressão ainda ronda um pouquinho, principalmente na insegurança de achar que não vou conseguir fazer. Mas que porra é essa? Se eu SEI fazer, eu posso fazer. Se eu não sei, ainda posso APRENDER.

De onde vem esse medo? Eu acho que ele está escondido nas minhas cobranças e ao mesmo tempo na mania de deixar mais para a última hora. Mas não quero desanimar.
Estou bem, estou feliz e com perspectivas novas. Se elas serão frustradas? Who knows?

Eu não. Mas, mais uma vez, vou descobrir.

Amor

Recorrer a subterfúgios para se sentir amada não é realmente o meu forte. Eu gosto de ser amada de verdade. Quem não gosta? E assim me sinto por meus amigos, por minha família. Especialmente por minha irmã e pelo meu sobrinho que tem apenas três meses, mas demonstra por um sorriso lindo e por sons que ainda não distinguimos o carinho ao ouvir minha voz.

Essa constância de querer o amor por perto é comum para mim. E não quero novamente justificar que o seja para todos. Tem gente que diz viver bem sem o amor. Sem nenhum deles? Balela! Isso não existe e não tem como existir.

Alguém pode ser rude, ruim, malvado e ardiloso, mas até isso é feito para obter amor há gosto para tudo, não?). E um contato, uma ligação perdida despertam em mim a vontade de amar mais. Por mais que seja carinho, por mais que seja só carinho e amizade.

O amor tem várias formas e sentimentos diferentes. Amo pessoas demais e cada uma tem um toquezinho desse sentimento de um jeito diferente. Sou experiente nessa área de amar, por mais que já tenho sofrido, gritado, chorado e até algumas vezes simplesmente deixado pra lá.

Mas o que mais me irrita na vida é deixar o amor passar. Por isso, nunca vou abdicar desse sentimento, para nada, para ninguém. Até mesmo porque, às vezes preciso amar para saber que a pessoa a quem amamos nem merece esse amor. É duro, mas só descubro quando já é tarde: ele já está lá, me faz sorrir e ter vontade de viver um tantão a mais.

Que venha o amor e, como sempre, que venha puro!

domingo, 11 de julho de 2010

Vou ser canalha (or #NOT)

Chega de ser feita de idiota, de deixar as pessoas acharem que mandam em mim e que tem um poder que só eu posso ter. Chega de ser alimentada por falsas esperanças, falsas pessoas, falsas procuras e falsos sentimentos.

Vou me colocar à frente dos outros, não pensar no sentimento alheio e vou ser rude, quando tiver de ser rude. Estou cansada de enxergar coisas que não existem (sim, a culpa é minha e eu não me redimo dela) e de alimentar frustrações.

A partir de agora vou ser feliz. Cansei de buscar isso de diversas formas e cair numa fórmula frívola de chegar a lugar nenhum. O que me resta?
Eu vou ser canalha (#NOT)
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Não vou ser canalha. Sempre ajo com os outros a forma que quero que ajam comigo. Aprendi desde pequena e isso não vai mudar, agora, aos 34 anos. E quer saber? Não quero que isso mude. Eu não suportaria sacanear alguém. Não fiz isso nem com pessoas que mereceram.

Só quero achar um meio termo pra essa história toda.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mãe

Há exatamente dois anos, passava os últimos momentos com a minha mãe. Dona Marina era guerreira. Ficou viúva cedo, veio pra São Paulo com os três filhos pequenos. Viveu da ajuda dos meus tios que já estavam aqui e acordava às 4h da manhã, todo dia para deixar comida pronta pra eles, antes de sair pra costurar.

E como costurava essa moça. E era tão bonita... Nunca teve voz alta pra falar de ninguém. Vá lá que às vezes errava em algum comentário, até por ignorância. Gostava de todo mundo. E ai de quem ela não gostasse: podia confiar que a pessoa não prestava em algo.

Lembro tanto que, quando ela perdia o sono, ia pra cozinha fazer pão. Em casa, meus irmãos e eu, acordávamos com aquele cheiro delicioso. Lembro bem também do zelo que ela tinha com todos e com a pergunta constante de: "filha, você não vem pra casa?" quando eu já morava fora de lá há algum tempo.

E ela contava mil vezes as mesmas histórias de quando era criança lá em Malacacheta, nortão de Minas Gerais e brincava na rua, sem luz, no sereno "porque o sereno daquela época fazia bem".

Mas tanta bondade, tanto ressentimento e uma depressão que ela fingia não ter a fizeram doente. Era um problema grave no coração. E foram anos e anos de sofrimento. Ela agüentou um bom tempo a falta do meu irmão, que morrera em 1985. E eu, que tinha só dez anos à época, já tentava suprir essa carência de algum jeito.

Não dava, não é? Ela falava: “porque eu tinha que perder um filho? Os pais devem morrer antes”. E ela foi guerreira não só nesses momentos: aguentou também as ‘crapulanisses’ e cachorradas do meu pai (nunca teve sorte com os homens, visto que o primeiro marido deus deve ter levado logo pra dar sossego à vida dela).

E viveu. Fez de tudo para que vivêssemos felizes, mesmo quando estava triste. Tinha medo de deixar transparecer isso. Exceto quando fazia manha. Era manhosa demais. E turrona. Com jeitinho, fazia com que caíssemos em suas armadilhas de sedução de mãe.

E, como qualquer ser humano de bom coração, gostava demais de dar e receber carinho. Deixou saudade em um monte de gente.

Mas foi quando o coração já não aguentava mais, no dia 6 de julho de 2008, que ela parou de funcionar. Já não estava mais funcionando do jeito que ela gostava; do jeito que nós gostávamos. Sofria, chorava. E chorávamos juntos, toda vez. Seria possível alguém com tanta vitalidade e independência ter que ter alguém por perto pra fazer tudo por ela?

Não, não seria. Não seria justo com ela, principalmente. Porque ela tinha defeitos de monte (quem não tem? ) surtava com coisas à toa, mas queria o nosso bem. Assim como nós a queríamos bem.

Ela também fingira que não aceitava minha homossexualidade. Balela: tratava minhas namoradas como filhas.

Quero que você esteja bem, minha mãe. E pode deixar que vamos cuidar do Nicholas e de todo mundo por aqui. Sei que você nos vê e torce para que tudo dê certo sempre, como sempre torceu.

Um dia eu te encontro e vamos dar risadas gostosas de tudo isso. E pode saber (porque sei que você sabe) que quando eu crescer, quero ser igual a você.

Eu te amo e isso nunca vai mudar.